13 de fev de 2011

Cantinho do Aluno.

Belas Artes / Histórico

ACADEMIA REAL IMPERIAL DE BELAS ARTES

• Após a Independência do Brasil, em 1822, a escola passou a ser conhecida como Academia Imperial das Belas Artes e, mais tarde, como Academia Imperial de Belas Artes.

• A instituição foi definitivamente instalada em 5 de Novembro de 1826, em edifício próprio à altura da Travessa do Sacramento (atual Avenida Passos), inaugurado por Pedro I do Brasil (1822-1831).

• A criação da Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro, 1826, inaugura o ensino artístico no Brasil em moldes semelhantes aos das academias de artes européias. As academias procuram garantir aos artistas formação científica e humanística, além de treinamento no ofício com aulas de desenho de observação e cópia de moldes.

• São responsáveis, ainda, pela organização de exposições, concursos e prêmios, conservação do patrimônio, criação de pinacotecas e coleções, o que significa o controle da atividade artística e a fixação rígida de padrões de gosto.

• No Brasil, a arte realizada na Academia corresponde, em linhas gerais, a modelos neoclássicos aclimatados, que têm que enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil, a despeito da hierarquia de gêneros que considerava a paisagem secundária.

• No que diz respeito à pintura histórica, vale destacar o papel da ”arte acadêmica nacional" na construção de uma iconografia do Império, sobretudo no período de D. Pedro II(1825-1891), entre 1841 e 1889.

• Parte dos artistas acadêmicos envolve-se na construção de uma memória da nação, de timbre romântico, com a eleição de alguns emblemas: o índio é um dos mais importantes - por exemplo,Moema(1866),de Victor Meirelles,Iracema(1881) de José Maria de Medeiros( 1849-1925) e O Ultimo Tamoio, 1883, de Rodolfo Amoedo(1847-1941).

• A Escola possui dupla face: formar o artista para o exercício das belas-artes e também o artífice para outras atividades.

• Enquanto durou, de 1826 até 1889, teve sete diretores e passou por duas grandes reformas (1831 e 1855), mas é na gestão do pintor Félix Taunay (1795-1881) de 1834 a 1851 - e a do pintor e crítico de arte Porto Alegre (1806 -1879) de 1854 a 1857, que consolidam a academia.

• A fase de Taunay marca a estruturação dos cursos, a criação das Exposições Gerais de Belas Artes em 1840 e a concessão de prêmios de viagem ao exterior, a partir de 1845.

• A era Porto Alegre, primeiro brasileiro a dirigir a instituição, coincide com a tentativa de modernização da academia pela ênfase no estabelecimento de bases teóricas para o ensino, na idéia de nacionalização da biblioteca (transformando-a na memória pictórica brasileira) e na criação de coleções de arte brasileiras.
• Porto Alegre confere importância destacada à pintura de paisagens que deveria, segundo ele, sair da cópia de estampas e dos quadros da pinacoteca e voltar-se para o registro da natureza nacional.

• A defesa feita por Porto Alegre da pintura ao ar livre e do registro realístico da flora e da fauna nacionais encontra sua efetiva realização, décadas depois nas obras do pintor alemão George Grimm (1846-1887) e seu grupo.

• Debret é o pintor mais importante da Aiba nos primeiros tempos.

• Durante sua estada brasileira, observa-se um interesse crescente pelo acompanhamento de aspectos variados da vida social brasileira - o movimento das ruas, o interior das casas, o cotidiano dos escravos etc.

• A pintura histórica encontra nas obras de Victor Meirelles e Pedro Américo seus maiores exemplos.

• Os nomes de Almeida Júnior e Rodolfo Amoedo destacam-se entre os alunos da primeira geração de pintores saídos da AIBA, em função das soluções originais de suas obras.

• Almeida Júnior caminha, a partir de 1879 para a temática regionalista

• Amoedo, por sua vez, produz telas de acentuado tom realista e apelo erótico.

Prof. Angela Motta Tocacelli